sexta-feira, 24 de abril de 2015

O Guardião da Floresta

 
José de Alencar


José de Alencar (1829-1877) foi romancista, dramaturgo, jornalista, advogado e político brasileiro. Foi um dos maiores representantes da corrente literária indianista.Foi fruto do romance entre um padre e sua prima.Durante o tempo de universitário, José de Alencar conviveu com o clima de boemia, mas se recusou a fazer parte dele, ao contrário de seus colegas de curso.






Obras:
Romances urbanos: Cinco minutos (1860); A viuvinha (1860); Lucíola (1862); Diva (1864) ; A pata da gazela (1870); Sonhos d’ouro (1720); Senhora (1875); Encarnação (1877). Romances históricos e indianistas: O Guarani (1870); Iracema (1875); As Minas de prata (1865); Alfarrábios (1873); A guerra dos mascates (1873); Ubirajara (1874). Romances regionalistas: O gaúcho (1870); O tronco do Ipê (1871); Til (1872); O sertanejo (1876). 

Trecho de O Guarani
(Cena em que a mimada Ceci reconhece no tosco indio Peri, o seu protetor e verdadeiro amor!)

"Ceci: Por que me chamas tu Ceci? Não sabes dizer Cecília?
Peri: Sei sim Cecília!
Ceci: Mas então, se sabes o meu nome, porque não o dizes sempre?
Peri: Porque Ceci é o nome que Peri tem dentro da alma...
Ceci: Ah é um nome de tua língua?
Peri: Sim
Ceci: E o que quer dizer?
Peri: O que Peri sente...
Ceci: Mas em português?
Peri: A senhora não deve saber...
Ceci: Dizei-me o que significa Ceci nessa língua selvagem que falaste...
Peri: É um verbo que significa doer, magoar...
Ceci: Ó meu bom Peri, mas porque estás a sofrer?
Peri: Peri sofre porque gosta muito de Ceci!"
 




A seguir, leia uma história criada por alunos do SESI 006, baseada nas características do romantismo brasileiro:


A Pedra Tupãziana

Numa típica manhã da Aldeia Sheanwantee, as pedras de deus Tupã estavam sendo esperadas para renovar a energia da tribo e abençoar a floresta, assim como os rios e os animais.
Horas depois as pedras tupãzianas chegaram e, como regia o ritual, foram recolhidas e passaram por um processo seletivo que elegeu a melhor pedra a ser levada ao Pajé Billwantee.
Billwantee por sua vez recebeu-a com alegria e foi dar continuidade ao ritual, que consistia em martelar a pedra com o martelo dos deuses criadores do Universo, três vezes.
Com a pedra centralizada na oca cerimonial e todos a seu redor, o Pajé iniciou o ritual sagrado... [continua]

A consequência do ritual

Após bater três vezes na pedra com o martelo dos deuses, a mesma se estilhaçou e um de seus milimétricos pedaços sagrados atingiu a sopa da índia Sheshewantee que estava grávida de quatro meses.
Depois de quatro semanas a índia entrou em trabalho de parto. Todos na tribo ficaram espantados, pois a criança nasceria prematura. Mas ao contrário do que todos pensavam, o menino Jackwantee nasceu saudável.
Para a surpresa de todos, Jack se desenvolveu rapidamente. Ao longo de cinco semanas já tinha aparência e inteligência de um adulto e lutava como um bravo guerreiro para defender sua tribo e a natureza contra o mal... [continua]

O Guardião

Jackwantee era forte, possuía poderes mágicos, se comunicava com animais, sabia todas as línguas sem ter estudos das mesmas e suas flechas tinham poderes divinos. Ninguém entendia como isso era possível.
Certo dia a tribo Shewantee recebeu uma mensagem do deus Tupã dizendo que Jackwantee não era um índio comum, ele seria o guardião que protegeria a tribo durante séculos, e deixou um aviso: o mal estava a caminho.

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